<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667</id><updated>2011-04-21T16:05:21.447-04:00</updated><title type='text'>Não é fácil a vida dos outros</title><subtitle type='html'>Relatos de alguns causos vividos, presenciados, ouvidos, interpretados ou simplesmente inventados mesmo por Marcos Xavier Vicente, o popular Marcão, jornalista e mal humorado por natureza - característica mais do que imprescíndivel para um grande colunista de revista de circulação nacional. Alguém aí quer me contratar por um alto salário? </subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-110721978266428484</id><published>2005-01-31T20:51:00.000-04:00</published><updated>2005-01-31T21:03:02.663-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Rapaziada, esse texto é velho e foi originalmente publicado no De Primeira e no Abacaxi Atômico, sites para os quais colaboro - nos últimos tempos, infelizmente, nem tanto. Mas, vá lá, é bonzinho... Só pra não deixar a coisa tanto tempo no ostracismo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De bola e literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte pras dez da noite. Olho pro relógio e percebo que hoje o dia de trabalho foi longo. Nem tempo pra conferir as horas tive. Por isso me surpreendo pelo adiantado da hora. Tudo bem: agora meu destino é minha casa, minha cama, minha tv, meu travesseiro... Antes, um detalhe importantíssimo - a seleção de o que vou ler no ônibus no longo trajeto até chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Folha de São Paulo&lt;/em&gt; não vai dar. O maldito entregador de jornal ao invés de arremessar a &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; pra dentro do meu quintal acabou se confundido e deixando o &lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; na minha calçada. Como notícias econômicas não são lá muito atrativas para se ler em trânsito, desisto. A &lt;em&gt;Gazeta do Povo&lt;/em&gt; já li de manhã, bem como os outros jornais daqui de Curitiba. Pra piorar não tenho nenhum livro na bolsa. Enfim, vou ter que apelar pra &lt;em&gt;Época&lt;/em&gt; que o Samuel deixou dando mole em cima da mesa dele. Dito e feito - amanhã eu devolvo. Juro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da revista, chego a um texto sobre um escritor da nova geração da literatura americana. Um tal de James Frey, que segundo o próprio título da matéria dizia ("Ríspido, metido e talentoso"), me parece ser um belo de um pedante. Aos 33 anos, o cara diz que pretende ser o maior escritor de sua geração. Até aí, nariz empinado suficientemente possível de se agüentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que na última pergunta da repórter, o cara solta essa: "Quero ser diferente de tudo o que já foi feito antes, e acho que nunca ninguém escreveu como eu. Mas é claro que tenho semelhanças com outros escritores americanos, como Hemingway, Bukowski ou Jack Kerouac. Dou continuidade à tradição deles". Vá se foder! Tudo bem, os três tinham em comum a vida errante e o texto direto, seco. Mas daí a dizer que se é uma mescla dos três. Muita petulância pra uma única pessoa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo o comparativo do nosso geniozinho e tranportando a querela pra esfera da bola, tentei me lembrar de alguém que pudesse aglutinar três características tão ímpares. Simplesmente não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum jogador de futebol que consiga ao mesmo tempo ter o ímpeto do garanhão e encrequeiro Hemingway, a incoseqüência e ternura do velho Buk e a libertinagem e o poder visionário do andarilho maluco Kerouac. Por outro lado, pensei, mas cada pode muito bem ter seu similar dentro do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse ponto, resolvi relecionar meus onze escritores preferidos - um time completo - com seus onze similares dentro de campo. Tentei encontrar um equivalente a Pelé, mas não deu. Pelo menos até se descobrir quem é o autor da Bíblia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Ernest Hemingway -&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; De caráter explosivo, porém de um talento fora do comum, dentro de campo o autor de "Adeus às Armas" e "Por Quem os Sinos Dobram" poderia muito bem ser comparado a Rivelino. Dois gênios difíceis de lidar, porém companheiros e competentíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;J.D. Salinger -&lt;/strong&gt; Assim como o autor do clássico adolescente "O Apanhador no Campo de Centeio", Tostão também teve um longo período de isolamento após largar o futebol - desde que optou pela reclusão voluntária numa fazenda do interior dos Estados Unidos, ainda na década de 60, o "pai" de Holden Caulfield nunca mais escreveu. Para nossa sorte, Tostão resolveu aparecer de volta e hoje nos passa seus conhecimentos através de excelentes comentários. Guardadas as devidas proporções, tão bons quanto os textos de Salinger: cheio de humanidade e embasamento, mas verdadeiros tapas na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gabriel García Marquez -&lt;/strong&gt; Com um texto redondo e preciso, em que a imaginação vai longe, mas sem se perder em devaneios inúteis, a literatura de Marquez lembra o futebol de Zico. Clássico, simples, eficiente, porém mágico. Assim como o autor colombiano, o Galinho conseguia transformar o simples em fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charles Bukowsky -&lt;/strong&gt; Esse não há como não remeter a Garrincha. Não só pela simples companhia do álcool, que ambos tanto adoravam. Também pelo caráter fanfarrão e o estilo de vida desregrada. Dos dois lados da moeda, sujeitos que não ligavam pras coisas do dia-a-dia, como contas a pagar ou compromissos profissionais. O que interessava, para ambos, era a diversão pura e simples, seja caçando passarinhos com os amigos em Pau Grande, seja torrando toda a grana do mês nas pistas de cavalos de Los Angeles. Além desses fatores, há ainda a sexualidade. Garrincha, uma máquina de fazer sexo. Bukowsky, também conhecido como o "velho safado", uma máquina de escrever indecências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John Steinbeck –&lt;/strong&gt; Assim como o escritor americano conseguia jogar pitadas de humor em seus textos referentes à fase negra da história norte-americana, no período de depressão, após o crack da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, Toninho Cerezo amenizava um pouco as dores da derrota em campo, como na dolorida queda em 82. Da desgraça, os dois conseguem encontrar o bom-humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John dos Passos –&lt;/strong&gt; Defensor dos direitos sociais e crítico do american way of life, conforme muito bem demonstra a trilogia “USA”, esse americano de origem portuguesa é o Sócrates da literatura. Polêmico e ferrenho defensor de seus ideais. Assim como o doutor, líder da “Democracia Corintiana”. Para os dois, só há um lado: a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nick Horby –&lt;/strong&gt; Talvez pela idade, talvez pelo gosto pela cultura pop, o autor de “Alta Fidelidade” e “Grande Garoto” está para a literatura assim como Casagrande está para o futebol. E mais: um já rondou a área do outro. Enquanto Casão é constantemente visto em shows de rock  e tem uma coluna esportiva de caráter, digamos, um pouco menos rançoso  e mais conceitual do que as similares escritas por ex-jogadores, Horby é um doente por futebol. Na relidade, doente pelo Arsenal, conforme demonstra o livro “Febre de Bola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Érico Veríssmo –&lt;/strong&gt; Não apenas pelo fato de serem conterrâneos – está certo, bem sei que Falcão é catarinense de nascença. Porém, sem a menor sombra de dúvida, gaúcho de alma. E assim como o pai do Luís Fernando, colorado até o último fio de cabelo. Mas as semelhanças vão além. Em ambos está presente o estilo, a elegância, o respeito ao próximo – no caso de Falcão, aos adversários, que nunca receberam uma botinada do melhor volante do Brasil de todos os tempos; no de Érico, na sua humildade, expressa através dos sentimentos humanistas em  seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack London –&lt;/strong&gt; Eis o errante, o incontrolável, o homem que não segue regras e nem recebe ordens. Tal qual o aventureiro autor de “Caninos Brancos” e “O Chamado da Selva”, Edmundo é incontrolável. Não à toa o chamam de Animal. Como London sempre comparava os sentimentos humanos aos comportamentos das feras selvagens, a relação cai muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Graciliano Ramos –&lt;/strong&gt; Em ambos, o comportamento avesso ao do nordestino convencional. No lugar da espontaneidade, a introspecção. Assim como o alagoano Graciliano era fechadão e calado, o é também o pernambucano Rivaldo dentro de campo. Mesmo com tamanho silêncio, Rivaldo é capaz de fazer maravilhas com a bola nos pés. Tal qual Graciliano fez com a pena nas mãos ao escrever  “Vidas Secas”, “Angústia”, “Memórias do Cárcere”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jack Kerouac&lt;/strong&gt; – Essa comparação é muito mais pelo estilo de vida “não to nem aí”. Se por um lado o franco-canadense Kerouac optou por largar tudo e desbravar a América de dedo em riste pedindo carona, tudo muito bem narrado no maravilhoso “On The Road”, Marinho Chagas, lateral da Copa de 74, preferiu o sol acolhedor do Rio Grande do Norte, as dunas de Jenipabu para viver após deixar a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-110721978266428484?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/110721978266428484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/110721978266428484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110721978266428484' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-109805879232997878</id><published>2004-10-17T20:11:00.000-04:00</published><updated>2004-10-17T20:22:36.873-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Un brasilero intelichente"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sábado à tarde, aquele sol, nada melhor do que um chopinho. Pena que a ressaca da sexta-feira não permitisse que eu me prolongasse na sessão de tulipas. O jeito foi ir embora mais cedo, tentar dormir um pouco no restante da tarde para ver se conseguiria reagrupar as energias para tentar algo à noite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saio do bar e exatamente do lado, uma oficina mecânica. Na verdade uma garagem, aonde mal cabia um carro. Na porta, um daqueles típicos mecânicos picaretas, do tipo que você fica até com medo de pedir um orçamento e mais ainda quando deixa o carro a seus cuidados. Aproximadamente 50 anos, baixinho, careca, com a roupa toda suja de graxa, um palito de dente no canto da boca e a cara de invocado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebo a figura, que mantém os olhos pro movimento da rua, sem a menor intenção de focar a visão em algo. Quando, de repente, aquela cara carrancuda se transforma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sujeito dá um sorriso de ponta a ponta de cada orelha – percebo que falta a quarta-zaga na dentadura - e vem em minha direção. Olho para trás, pensando não ser comigo. Como não há ninguém além de mim na calçada, a coisa era comigo mesmo. “Boca, Boca!”, vem dizendo em minha direção, bastante entusiasta. Motivo: eu estava com a minha camisa do Boca Juniors e o baixinho invocado, que agora até parecia um tiozinho gente fina, era argentino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O baixinho chega, me dá uns tapas nas costas, e começa a falar com seu portunhol. “El más grande del mundo, el más grande!”. Fico meio sem jeito – o pessoal do bar, que é divisa de parede com a oficina, começa a olhar estranho para aquilo. Continuo sem entender muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O argentino começa a fazer um monte de elogios a mim. Diz que sou um cara inteligente, por ter escolhido o maior clube do mundo. “El primero brasilero intelichente que conozco”, diz. Penso em começar a velha discussão futebolística entre Brasil e Argentina, Maradona e Pelé, mas é melhor deixar pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não torço para o Boca Juniors. Apenas comprei a camisa, que na verdade é a de treino, amarela com o símbolo do Boca, quando fui a Buenos Aires, no ano passado, porque achei bonita. Mas também não digo isso ao gringo. Tento puxar outra conversa, perguntando há quanto tempo ele está no Brasil. A resposta é breve: “Três años”, e volta ao assunto que o interessa: o Boca Juniors. Insisto, perguntando se ele é de Buenos Aires. “No, soy de la provincia del Chaco, en el norte. Pero Boca es mismo el mayor, no?”, retoma o foco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após esse breve diálogo, o ápice. O baixinho não se faz de rogado. Abre a porta da casa, que é conjugada à oficina – na verdade a oficina é a garagem da casa – e grita, muito alto, escandalosamente, como é comum com os argentinos: “Maria, Israel, vení cá, vení cá!”. Primeiro vem Israel, o filho, de uns 15 anos. Depois, a mulher – típica mulher latino-americana: um monte de tintura no rosto e o cabelo tingido de acaju. “Maria, Israel, este es un brasilero intelichente!”, repete, me dando mais tapinhas nas costas, dessa vez mais fortes. O menino e a mulher não se entusiasmam muito, e voltam para dentro. “Ellos no son tan apaixonados como yo...”, explica, meio resignado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando me despeço do baixinho, ele me reserva mais uma surpresa. “Pêra, pêra, vê esto!”, fala, novamente empolgado, me mostrando a fachada da oficina. Na verdade, não havia nada. Nenhum desenho, nenhum logotipo de alguma marca de carros, nada. Nem mesmo uma placa identificando o estabelecimento. “Olha bien!”, insiste. Quando olho mais atentamente, percebo o que ele tanto insistia para eu notar. A oficina, uma birosca na verdade, era todinha amarela e azul, as cores do Boca Juniors. Só mesmo o futebol...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;* Essa história se passou de verdade comigo, no último sábado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-109805879232997878?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109805879232997878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109805879232997878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109805879232997878' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-109164593935723572</id><published>2004-08-04T14:58:00.000-04:00</published><updated>2004-08-04T14:58:59.356-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O recheio da vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana fui rever “Diários de Motocicleta”, no moquifento cine Luz, a módicos cinco barões (um preço mais do que justo pra um ambiente que cheira a mofo). A companhia não poderia ser mais certeira: minha mãe – não que eu goste de levar minha velha em lugares que fedem, mas como o filme só estava passando lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que o fato de eu assistir a esse filme, justamente a esse, ao lado da dona Marcelina foi um tanto o quanto estratégica. Estou pensando seriamente em seguir os mesmos rumos do jovem Ernestito. Como o esforço de convencimento dos velhos será um verdadeiro trabalho de Hércules, eis que Marcão, o gênio da arte de explorar os sentimentos maternos, dá esse verdadeiro golpe de mestre. Ou seja, mostra para à sua progenitora, que com tanto carinho e farinha Láctea o criou, que viajar sem rumo, sem eira nem beira, pode ser proveitoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de bunda numa cadeira de escola ou faculdade qualquer e muito menos o fiel compromisso de buscar o pão de cada dia através do suor evaporado em horas de lavoro. Pela frente, apenas os caminhos vertiginosos das descobertas, do conhecimento, da aventura. O prazer de rodar por rodar, fazendo novas amizades, conhecendo novos horizontes e cometendo loucuras que servirão de enredos para as historinhas a serem contadas aos pequerruchos netos – se é que eles virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que a primeira parte do plano foi bem-sucedida. Pelo menos até agora. Minha mãe, que realmente quer que eu vá para o exterior, mas por uma causa, digamos, “mais nobre”, como para voltar a estudar – a trilogia completa: pós-graduação, mestrado e doutorado – até se empolgou com a idéia da viagem sem destino. “Você só vai se arrepender do que não fez, meu filho”, soltou ela o clichê, mas que, vindo de quem vem, tem uma relevância muito mais do que substancial para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, particularmente, o capetinha que briga com o anjinho quando temos crises existenciais soprou ainda mais forte no meu ouvido. Pela primeira vez troquei algumas palavras com um senhor que pratica natação comigo. A imagem de um sujeito bem-sucedido na carreira, com seu carro importado e suas roupas de marca ficaram um tanto o quanto distante após conversarmos pela primeira vez – na verdade, só hoje fui notar seu sotaque catarinense, só para se ter idéia do tamanho do constrangedor silêncio que enchia o ar quando nos encontrávamos na academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi ele falando com um outro senhor que estava planejando ir para o Chile de carro, pensei “com esse caranga que você tem vou até à China”. Mas aos poucos a imagem poser que eu visualizava foi se evaporando. Há 25 anos atrás, muito provavelmente em algum mês de 1979 próximo do julho em que nasci, o cara estava simplesmente rodando a América do Sul de carona com dois amigos. Tal e qual Ernestito e seu amigo Alberto Granado em 1952. Mais: alguns anos depois, o sujeito partiria para a Europa de navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fui eu e um amigo a Paranaguá. Conversamos com o comandante que ficou de nos dar resposta no dia seguinte. Dois dias depois nos reencontramos e ele ‘Estava procurando vocês. Desistiram de embarcar?’ Foi o tempo de voltarmos para Curitiba, pegarmos as bagagens e embarcarmos para uma viagem de 20 dias no mar e mais um ano e meio pela Europa”. Fiquei com vontade de dizer “Puta que pariu, do caralho!”. Porém a polidez da conversa e a falta de intimidade me limitaram a um simples, porém carregado de entusiasmo e inveja positiva, “Nossa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vou mesmo partir nessa aventura. Só sei que a idéia vem me martelando há dias. E há dias bolo trajetos imaginários, ponho a cabeça no travesseiro só visualizando um risco vermelho por sobre o mapa da América do Sul, sinalizando os locais por onde passarei. Penso nos relatos que escreverei e nas fotos que vou mostrar aos amigos após o percurso. Enfim, estou refém dos meus desejos, dos meus sonhos. E, se tudo der certo, vou em frente. Pois, como disse o personagem Granado no filme, não quero ser como o velhinho que bebe café sozinho na mesa, sem ter o que e nem para quem contar sua vida vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-109164593935723572?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109164593935723572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109164593935723572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_08_01_archive.html#109164593935723572' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-109018702423641045</id><published>2004-07-18T17:42:00.000-04:00</published><updated>2004-07-18T17:43:44.236-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três vezes basta&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Dizia uma velha aldeã espanhola no clássico “Adeus às Armas”, de Ernest Hemingway, que o homem se apaixona somente três vezes em toda a sua vida. Pode ser que com 20 anos você já termine sua cota. Pode ser o contrário, que com 80, 90 ou 100 você não tenha se apaixonado nenhuma vez. Mas é certo – segundo o velho durão das letras -: de três não passa. A quarta seria um exagero, coisa supérflua, sem importância. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Eu, carregando o fardo leve de somente um quarto de século de idade a ser completado no fim do mês, não ouso deduzir se é verdade ou não. Mas, se formos um pouco pelo iluminado caminho da lógica, talvez a teoria tenha lá seu fundamento. Levando-se em conta que todo ser humano passa basicamente por três etapas de suas vidas – criança, adulto e ancião (não contemos as intermediárias, como adolescência, juventude, meia-idade, entre outras sempre chatas e insuportáveis) -, talvez realmente tenhamos o direito (ou seria o poder?) de nos apaixonarmos somente três vezes. Uma para cada fase de nossa vida. Uma pessoa diferente por vez. Ou será que a regra é válida também para quem repete o ato pela mesma pessoa? Vai saber... &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: vamos lá, seus filhos da puta, digam que o Marcão virou um boiola de marca maior e tirem sarro da minha cara no boteco! heheheh&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-109018702423641045?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109018702423641045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/109018702423641045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109018702423641045' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-108984133837898819</id><published>2004-07-14T17:40:00.000-04:00</published><updated>2004-07-14T17:42:18.376-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;“Foda-se”, o som dos fortes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos de miséria no oceano perdulário da Pontifícia Universidade Católica, eu e o lendário e inigualável Marco Sanchotene, vulgo Marcolino Jacaré, meu calouro no curso-engana-trouxa-caça-níquel de jornalismo e futuro companheiro de aventuras mal-sucedidas no campo musical, havíamos formulado uma teoria. A “Teoria do Foda-se” – isso mesmo, com letras maiúsculas e aspada, como toda grande teoria que revoluciona o mundo exige. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizíamos nós, pensadores de grande valor, depois de consumidas algumas Brahmas a R$ 1 desviadas do freezer do bar Dartagnan – vale lembrar que o dono do estabelecimento era pai de outro calouro de grande estima, mas ultimamente sumido, Amatuzzi – que as pessoas eram tristes e cabisbaixas, além de estressadas, porque não incluíam a linda manifestação do “Foda-se” em seu dia-a-dia. Enfim, toda a tristeza do universo estava simplificada frente ao silêncio, à mudez diante do “Foda-se”, o som dos fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quem tem muita personalidade diz “Foda-se” com boca cheia e mente aliviada. É coisa para profissional. Não é dizer foda-se para a namorada quando você quer dar o golpe nela e ir para o futebol com os amigos. Isso é amadorismo, faixa-branca total e, dependendo da namorada, burrice das grandes. Qualquer um faz. O “Foda-se” verdadeiro, espontâneo e desafiador, tem contradizer toda uma rede de argumentos enraizada e padronizada imposta seja pelo raio-que-o-parta de quem seja – especialmente gente certinha e bitolada, que sempre quer dar lições de moral para tudo ou que quer mostrar o quanto esse mundo de merda é bonito e jeitoso, com sua natureza, os pássaros, as árvores...(“Foda-se” tudo isso!!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, um professor incompetente da faculdade pede um trabalho idiota sobre um tema imbecil. Os politicamente corretos cumprirão sua função monolítica de servos dos padrões estabelecidos e se sujeitarão à ordem hierárquica, mesmo sendo o professor um cretino, uma besta com direito à certificado. Já os sábios seguirão à risca os preceitos emitidos pelo estatuto de uma única palavra: o todo e poderoso “Foda-se”. Mas isso tem que ser dito na cara do sujeito, pois, como o bom e velho róque, o embalo da juventude (plagiando o camarada André Pugliesi, vulgo Jornalista de Merda), atitude conta bastante. Eis aí um “Foda-se” legítimo, digno de placa e a ser apresentado em palestras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo tudo isso pelo simples motivo de que, ainda nessa semana, terei a honra de dizer um “Foda-se” muito bem dito, muito bem salivado e digerido. E, melhor ainda, como forma de vingança – vale lembrar que a vingança não só é um prato que se come cru, como também um ingrediente forte na composição do “Foda-se”. Resumindo, a vingança é a pimenta ardida do “Foda-se”, daquelas de arruinar a vida de pessoas cujos esfíncteres apresentam dilatações dos vasos sangüíneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encurtar, nos próximos dias estarei mais feliz. Podem acreditar, estarei com um sorriso muito do vistoso no rosto ainda essa semana. “Foda-se”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;OBS: esse texto é em homenagem ao grande e mitológico Marceleto, um dos “Foda-se” mais originais que conheci. Força, cara!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-108984133837898819?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108984133837898819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108984133837898819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108984133837898819' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-108784642270777793</id><published>2004-06-21T15:30:00.000-04:00</published><updated>2004-06-21T15:33:42.706-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Questão de método&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando puto com as coisas. Novidade? Dessa vez é diferente. Não estou puto com as coisas em si. Estou muito puto comigo mesmo. Na realidade, de como a minha cabeça anda processando as coisas muito mais rápidas do que meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca concordei muito com o que meus amigos me diziam, de que era um viciado em trabalho, um obcecado, enfim, típico workhollic - só não pensem que por causa disso estou milionário. Por sinal, é justamente por não estar (ainda!) milionário que eu trabalho feito um camelo. O que pintar, faço – dentro de minha área, é lógico. Com isso, várias coisas vão ficando para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos tenho me sentindo insensível a tudo. Assim como não consigo mais dar uma risada original, também não me entristece mais ver as coisas erradas. Fico impassível. Assim como quando eu recebo uma palavra de elogio não sinto nenhum dos meus pêlos se arrepiar e nem o meu pulso disparar, como acontecia antigamente, também não fico com nenhum remorso de ver pessoas necessitadas. Realmente há algo de estranho comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que agora as coisas estão tomando outras formas. Meu corpo, com apenas 25 anos a serem completados no mês que vem, não consegue acompanhar o ritmo da minha cabeça, de minhas vontades, de meus ideais, anseios e sonhos. Uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tem me preocupado. Há tempos tenho tido sinais de que minha saúde realmente não anda lá essas coisas. Agora já não posso mais esconder, graças às hemorragias que deixam marcas na fronha do meu travesseiro. Enquanto a coisa se passava só dentro da minha cabeça, tudo bem. O problema era só meu, eu sabia contorná-lo.  Entretanto, agora, além da minha, tenho que enfrentar a preocupação de outros. Tudo por causa de um simples (?) e constante sangramento nasal, além de umas dores fortes de cabeça e náuseas inexplicáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana vou fazer mais alguns exames. Com certeza vou ter que ouvir toda aquela ladainha de volta, de que preciso perder peso, dormir regularmente, fazer exercícios, controlar a alimentação, ir mais ao médico, tomar os remédios nos horários certos, me divertir mais, deixar de lado o álcool e o cafezinho, etc e tal. Enfim, toda aquela chatice típica dos consultórios médicos. Mas a receita certa ninguém me dá: como ganhar dinheiro de uma maneira justa, sem se desgastar? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-108784642270777793?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108784642270777793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108784642270777793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108784642270777793' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-108065812584115389</id><published>2004-03-30T10:46:00.000-04:00</published><updated>2004-03-30T10:52:21.403-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Brasil e Corinthians, realidades iguais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A figura de Lula no poder se aproxima cada vez mais da de Dom Quixote. Somente o presidente, com sua visão turvada, para ver os moinhos de vento de otimismo que ele tanto insiste em dizer que existem. Negar crise diante do rombo que o caso Waldomiro Diniz gerou, diante dos altos níveis de desemprego, diante da insegurança por que passa a população e diante de tantos outros fatos é o mesmo que dizer que as cores do Corinthians não são o preto e o branco – adotando o elemento que o presidente mais gosta de usar em suas metáforas estapafúrdias sobre a situação do país, o seu próprio time do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto, tal qual o Coringão de Lula, o Brasil vai sim de mau a pior. Assim como o clube de Parque São Jorge, muito se fala, pouco se age. O discurso vazio de que as coisas vão melhorar de nada adianta se não forem apresentadas propostas de possíveis soluções. E isso o governo federal pouco vem fazendo.&lt;br /&gt;A única certeza que temos é de que pelo menos num ponto o presidente pôs os pés no chão e já não se considera mais Deus, como declarou nessa semana em São Caetano do Sul (SP). Mas se Lula se convenceu de que é não é o Todo Poderoso, por que nada de novo surgiu, nenhuma esperança vaga? Pois se a ajuda divina é sempre o último recurso dos crédulos, o fato de Lula dizer que não é Deus deveria ser um indício de que as coisas estão se encaminhando concretamente. Pena que ainda não encontraram os trilhos desse trem chamado esperança – ou tudo isso seria simplesmente um otimismo barato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas ações pouco sólidas, o governo do PT mancha intensivamente sua imagem. Pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) demonstra que a aprovação pessoal do presidente Lula caiu 5,7%, enquanto a do governo federal baixou 5,3%. Portanto, algo de errado há, inegavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto há que até aqueles que outrora apoiavam o PT incondicionalmente começam a virar as costas. Primeiro foram os servidores públicos, descontentes com a política voltada ao setor. Depois,  o MST, que não só se manifestou verbalmente como iniciará uma série de invasões que prometem piorar ainda mais o já caótico cenário nacional. A bola da vez são os estudantes, que iniciarão essa semana uma série de manifestações em várias cidades contra a política social do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou da hora do presidente Lula descer do palanque e começar a pôr as coisas no seu devido lugar. Até porque, ele não está mais dirigindo um sindicato, onde as bravatas têm um peso enorme. O povão não gosta de saliva gasta em discursos inócuos. Prefere o suor decorrente do trabalho, das mãos à obra. E até agora, poucas gorduras foram cortadas do organismo da união.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-108065812584115389?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108065812584115389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/108065812584115389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108065812584115389' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-107938048322712522</id><published>2004-03-15T15:49:00.000-04:00</published><updated>2004-03-15T16:09:54.623-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A era do profissionalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Eis que a mutretagem com o dinheiro público ganha vulto. Se antes a coisa era um pouquinho na maciota, agora escancarou de vez. Enfim, era o que faltava. Depois de cineastas que superfaturam suas produções, banqueiros milionários e presidentes de federações que vivem reclamando que não têm dinheiro para investir, mas que levam um padrão de vida superconfortável, chegamos à era do profissionalismo na picaretagem com recurso público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na era do profissionalismo, não há espaço para amadores. Ponto para a prefeitura do Rio, que saiu na frente e foi à cata de gente do mais alto gabarito no quesito mumunha: os dirigentes de futebol. Sim, senhoras e senhores, agora o dinheirinho suado do contribuinte carioca serve para tapar alguns míseros furinhos do rombo criado pelo gigantesco asteróide de incompetência e roubalheira dos dirigentes esportivos. Depois de umas contribuições generosas com Botafogo e Fluminense, agora o estimado prefeito César Maia resolveu dar de vez a senha do cofre do município para a rapaziada que é um exemplo de lisura – na semana passada, o Flamengo mordeu um trocado de R$ 2 milhões para pagar uma de suas módicas dívidas com o INSS. “O prefeito foi 100%. Ele nos salvará”, comemorou o presidente rubro-negro, Márcio Braga, referindo-se ao novo herói do momento, o Super-Maia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Braga comemora, o povo que enfrente enchentes, deslizamentos de terra, assaltos, buracos na rua, coleiformes fecais nas praias, tiroteios, coleta de lixo deficitária, calçadas abandonadas e mais toda uma má sorte de dificuldades. Que se dane tudo! Importante é o Mengão estar nas cabeças – o que vai levar um longo e tenebroso tempo para acontecer, mesmo com todo dinheiro que se injete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o Brasil de meu Deus. Sempre lindo e brejeiro. Mantendo vivas suas identidades culturais. É com esse papinho para boi dormir que os defensores da iniciativa se escondem. Pois o futebol, assim como nosso glorioso cinema nacional, é uma identidade de nosso povo. E por isso, tão somente por isso, merecem todos os nossos esforços – independente de não sabermos para onde vai nosso sagrado dim-dim. Enfim, que todos tapemos os olhos, pois é o nosso jeito de ser que está em jogo. Quanta bobagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está uma questão a ser discutida. Por que, no Brasil, tudo deve ser bancado com dinheiro público? Da produção de um CD ao patrocínio do atleta que vai às Olimpíadas. Ou o governo paga, ou não acontece. Passou da hora desse pessoal parar de esmolar, de tentar mamar nas esmilingüidas tetas do governo e criar uma forma alternativa de patrocínio. Não dá mais para ceder milhões de reais sem retorno algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lugar-comum dizer, mas é verdade. O Estado tem que gastar dinheiro em escolas, construção de pontes, com iniciativas para se criar mais empregos, com saúde pública, com construção de casas populares. É para isso que pagamos impostos: para ações sociais relevantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se começa a se apertar essa gente, mandando alguns, inclusive, para a cadeia, ou se fecha de vez a torneira de recursos. Pois dinheiro público não é para se fazer experiências e muito menos para cobrir erros de gente incompetente e de má-fé, que nem para o xadrez vai. Talvez onde esteja faltando profissionalismo são nos tribunais de contas e nos ministérios públicos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-107938048322712522?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107938048322712522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107938048322712522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107938048322712522' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-107585748756488256</id><published>2004-02-03T21:16:00.000-04:00</published><updated>2004-02-03T21:38:01.750-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Eles estão surdos	&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que conheça o mínimo das diferenças culturais de nosso país se negaria a assistir à série “Um Só Coração”. Se uma empresa do porte da Rede Globo não consegue diferenciar o sotaque paulista do carioca, não merece o respeito de ninguém. Quem assiste, leva um atestado de ignorância cravado na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo os atores da série, não consigo identificar o que sai da boca deles com a Mooca, o Braz, o Bixiga ou Ipiranga. Parece que todo aquele povo está debaixo do sol de Ipanema ou Copacabana. Da mesma forma que já ocorreu em tantas outras séries de cunho regional, como "A Casa das Sete Mulheres", em que Samara Felippo falava o mais puro "carioqueixis" em pleno Pampa, e em "Hilda Furacão", em que ninguém, ninguém mesmo, falava o legítimo sotaque "mineirim" de Belo Horizonte. Em todas, só se ouve o jeito malandro, estilo "douze", do carioca. Do ator principal ao menino figurante. Tudo carioca da gema, não importa se a trama é em Florianopólis, Manaus, Recife ou São Paulo! Fica estabelecido que a língua universal no país, o esperanto brasileiro é o "carioqueixis". E ponto final. Você que engula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, gente como o tal do Eric Marmo, protagonista da série, deveria procurar outra profissão. Que vá ser bancário, advogado, vendedor, açougueiro, zelador de colégio, adestrador de pulgas, o raio-que-o-parta! Mas não ator! Quem não consegue reproduzir um sotaque, um simples sotaque, coisa de mudar a posição da língua na hora de falar, não merece o título de ator. Fora o “eixistilo”  “menino do Rio”, e a interpretação? Acho que o poste da rua dele interpreta melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem alguém ali, fora Ana Paula Arósio, claro, que fala como uma legítima paulistana é a personagem de Maria Fernanda Cândido. Pena que ela interprete uma catarinense na trama. Alguém aí vê semelhança entre o sotaque da personagem e do tenista Gustavo Kuerten? Isso que a personagem na trama é filha de pai açoriano (que também não tem nenhum sotaque, evidentemente). Só para se ter idéia do tamanho da aberração: os imigrantes de Açores, um pequeno arquipélago de Portugal, deixaram como sua principal herança no estado de Santa Catarina o sotaque carregadíssimo do “si tu querixis, querixis, si não querixis, Dizixis” (traduzindo: se tu queres, queres, se não queres, dizes). Enfim, na família de catarinenses de “Um Só Coração”, só mesmo a mãe, que é alemã, tem sotaque. Também, se não dessem um sotaque a ela, aí era para jogar a TV na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado de tudo isso é que o personagem Assis Chateubriand, interpretado por Antônio Calloni, tem sotaque. Carregadíssimo, diga-se de passagem. O que, venhamos e convenhamos, é um clichê, em se tratando de nordestinos. Por que na Rede Globo todo personagem nordestino, seja de onde for, fala sempre da mesma forma? Para eles, não importa o fato de uma pessoa da Bahia falar muito diferente de um pernambucano, que, por sua vez, não tem nada a ver com o jeito de falar do maranhense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao sotaque do sul, nem se fala. Para o mundo cercado da Rede Globo, de São Paulo para baixo é tudo gaúcho, tchê! Todo mundo veste bombacha e bebe chimarrão. Não importa se é paranaense, catarinense ou gaúcho. Para eles, todos falamos o portunhol da fronteira do Rio Grande com Argentina e Uruguai, quando na verdade existem no três estados do sul sete sotaques muito bem definidos e identificados por regiões. São eles o “poR que a poRta tá abeRta”, herança da colonização paulista no norte do Paraná; o sotaque do polaco batateiro no oeste dos três estados, resultado da colonização germânica e eslava; o “leitE quentE” de Curitiba; o do manezinho da ilha no litoral catarinense; o jeitão arrastado do porto-alegrense e o gaúcho tradicional, o único conhecido pelos gênios da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para solucionar isso, ou a Rede Globo percebe logo o que é na verdade o Brasil, que os limites desse país ultrapassam a fronteira de Rio e de São Paulo, ou então se compram aparelhos de surdez para toda essa gente. Sim, porque para não perceber tudo isso, só mesmo sendo surdo. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-107585748756488256?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107585748756488256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107585748756488256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107585748756488256' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6358667.post-107462572929286424</id><published>2004-01-20T15:08:00.000-04:00</published><updated>2004-02-11T14:15:08.250-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Não é fácil a vida dos outros... &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eis que o homem das cavernas, o ser obsoleto, vindo das trevas, resolve criar um blog. Sempre achei esse negócio de blog uma idiotice. Para falar a verdade, continuo achando, mas em menor escala. Descobri que até há coisas interessantes aqui nesse mundo paralelo. Texto bem escritos, relatos bem contados e de conteúdo. Não é só lixo o que se produz nessa nova forma de produção textual. Mesmo assim, ainda confesso: 90% do que vejo, ou, melhor, passo os olhos, é lixo. Merda, pura e simplesmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais. Esse pessoal "profissional" na coisa, que acho que a única coisa que fazer da vida é postar, é muito, muito chato. Todos insuportavelmente chatos. Como costumo dizer entre amigos, gente chata, escrevendo coisas chatas, sobre suas vidas chatas, de maneira chata. Enfim, o cansaço nos olhos lendo na tela do computador não vale a pena por toda essa baboseira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente é aquele pessoalzinho cult, descolado, underground, que pensa que vive em Londres. Idiotas. São Paulo, Curitiba, Rio, Porto Alegre, qualquer cidade desse Brasilzão não tem nada a ver com a capital inglesa, com Seatle, Nova Iorque, Paris, Sidney, Manchester, Frankfurt ou seja lá o raio-que-parta de lugar descolado e conhecido mundialmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto essa gente. Gente que considera superfashion usar um par de tênis Conga. Conga!!!!! Até alguns anos, se duvidar, meses atrás, dias atrás, isso era considerado brega, jacu, ridículo. Era coisa de pobre, de gente desqualificada, fora do universo fashion. De gente sem dinheiro pra comprar marcas famosas, baianos, como pejorativamente muitos imbecis insistem em taxar gente de mau gosto. Hoje não! Fica decretado que a partir de agora, com a bênção de gênios do universo fashion, como Alexandre Hercovitch (é assim o nome do cara?), o Conga será considerado como um elemento super-hiper-mega na moda. Não será mais um simples par de tênis comprado na lojinha do turco da Pedro Ivo. Mas sim um requinte ao jeito cult de se vestir. É isso aí, seja cult, tenha um Conga! Tenha um Conga, esteja na moda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, monte um blog e conte a experiência para seus amiguinhos de tribo. Enfim, seja um idiota alienado, que sabe falar um milhão de gírias inglesas, mas que não entende lhufas quando um mano da favela deseja trocar uma idéia, quando aquele tiozão corneteiro faz um comentário sobre o jogo no estádio ou quando a diarista comenta que o filho está com "dor nos nervos". Enfim, entender o linguajar do homem comum, do povo, não é para eles. Isso é muito baixo, não gera nenhum status diante seus iguais. Até que alguma celebridade, preferencialmente gringa, de Londres ou Nova Iorque, defina que qualquer coisa, por mais desajustada que seja, passe a ser linda, usual, uma nova onda do momento. Que algum gringo dessas bandinhas idolatradas e veneradas por essa gente, ou qualquer outra persona fabricada pela mídia e engolida por esse pessoal com farinha, venha ao Brasil, tome um pifão de caninha e diga que cachaça é a coisa mais gostosa que existe na face da Terra.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça aquele vinho francês que você torrou uma grana para comprar. Como você demorou pra tomá-lo com sua gatinha, o vinho caríssimo comprado pra impressionar já não é mais o ó do borogodó, como diriam os mais velhos. Está ultrapassado. O cool agora é Pirassurunga. Foi o CARA que disse que caipira é legal! E só agora você percebe isso, oras?!?! Como demorou tanto pra perceber a maior das maravilhas etílicas?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora, você fará drinks somente com pinga. Da mesma marca, inclusive, que o pedreiro da construção ao lado da sua casa também ingere no boteco da esquina. Tanto o vocalista da banda gringa, como o peão de obra são seres humanos, unidos agora pela cachaça! Mas, por favor, nada de martelinho. Afinal de contas, martelinho é muito povão. Não tem designer moderno e arrojado assinado por um grande projetista da moda. Não, não é fácil a vida dos outros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6358667-107462572929286424?l=naoefacilavidadosoutros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107462572929286424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6358667/posts/default/107462572929286424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naoefacilavidadosoutros.blogspot.com/2004_01_01_archive.html#107462572929286424' title=''/><author><name>Marcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14725800452531321475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
